Pedi e obtereis - O poder transformador da prece.

Embora as preces que fazemos não irão desviar-nos de nossos problemas e desilusões, elas são um bálsamo reconfortante para a nossa alma enfermiça, pois faz-nos penetrar em estados de suave sossego e gozos que somente aquele que ora é capaz de decifrar. Tem, assim, a prece o dom de dar-nos forças para suportarmos lutas e problemas, internos e externos, de colocar-nos em posição de vencermos obstáculos que, antes, pareciam irremovíveis. A prece é, sem dúvida, um dos meios pelos quais a cura de um mal pode ser alcançada. Mas é, também, um meio dos mais difíceis, haja vista a pequena capacidade mental que temos para orar. Isto porque a oração tem sido um mero ato mecânico, que se realiza apenas pelos lábios e não pelo coração. A prece é algo que depende enormemente do pensamento, sentimento e da vontade. Sem esses requisitos, a prece se transforma em algo sem maior valor.

Pensemos nisto! Como pedimos?

Pedi e obtereis

Quem pede a riqueza material e não se previne contra as tentações da ociosidade e do egoísmo, certamente obtém a fortuna, de mistura com amargas provações.

Quem pede a beleza física e não trabalha contra a vaidade, costuma receber a graça do equilíbrio orgânico em associação com dolorosas inquietudes.

Quem roga o bastão da autoridade e não se imuniza contra o vírus da tirania e da violência, sem dúvida guardará o poder humano, entre nuvens de maldição e de sofrimento.

Quem solicita os favores da inteligência e não se esforça por destruir em si mesmo os germes do orgulho, adquire os talentos da intelectualidade revestidos das grandes ilusões, que arrojam a alma invigilante nos despenhadeiros do remorso tardio.

Não é a riqueza material que fere os interesses do Espirito e sim o mal uso que fazemos dela.

Não é a forma aprimorada que perturba a consciência e sim a nossa atitude condenável, na mobilização dos favores da vida.

Não é o poder que humilha a alma e sim a nossa conduta menos digna dentro das aplicações dos recursos que lhe dizem respeito.

Não é a inteligência que nos projeta aos abismos do infortúnio e sim a nossa diretriz reprovável nos abusos do raciocínio.

“Pedi e obtereis”   ensinou o Mestre.

Depende de nossa solicitação a posta do bem ou do mal.

Tudo é bom para quem cultiva bondade, tudo é puro para quem guarda a pureza do coração.

Quem se ilumina, jamais luta com as trevas que lhe fogem à presença brilhante.

Sirvamos, pois, a Deus onde estivermos, procurando com o serviço incessante do bem descobrir-lhe a Divina Vontade, de modo a cumpri-la hoje, aqui e agora, em favor de nossa própria felicidade.

EMMANUEL

Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Escrínio de Luz edição O Clarim


Categoria:Gotas de conhecimento

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